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PRÉMIO IMPRENSA NACIONAL DE LITERATURA SEM VENCEDOR


A 1.ª Edição do Prémio Imprensa Nacional de Literatura culminou hoje, no Espaço Cultural Tululuka (Biblioteca), adstrita à empresa proponente, com a divulgação dos resultados, em que não houve vencedor.

Na sua declaração, o Júri — liderado pelo Académico Manuel Muanza — e constituído pelo Prof. Joaquim Martinho, docente de Literatura da Escola Superior Pedagógica do Bengo, e David Capelengela, Secretário Geral da UEA (União dos Escritores Angolanos), concluiu a falta de apuro técnico e distanciamento da estética como causas basilares da decisão de «não nomear nenhuma proposta vencedora, nem nenhuma menção honrosa».

Tal situação deixou estupefacta a grande maioria dos presentes à cerimónia, ávidos de conhecer os vencedores nessa data alusiva ao aniversário da Instituição, como estipula o Regulamento do Concurso.

Nas intervenções, os presentes foram unânimes no facto de as suas expectativas terem sido goradas, reconhecendo a pré-selecção das obras nas edições futuras para precaver situações semelhantes, e inibir novas adesões ao Prémio, pois há-de perigar o aspecto emocional.

Falando em representação (defesa) do Corpo de Jurado, o Presidente Muanza enalteceu que a desmotivação e a inibição a novas candidaturas são falsos problemas, pois o facto de uma obra ter recebido o crivo de críticos literários não é condição para ser considerada à altura de arrecadação do prémio, como sustentou um candidato, referindo a baixa do seu nível emocional.

Na ocasião, fazendo alusão ao prémio e em nome da Instituição, o Director de Edição e Arquivo, Hermenegildo Seca, citou os critérios do Regulamento do Prémio para sustentar o veredicto do Júri na falta de preocupação dos candidatos no seu cumprimento escrupuloso. Para ele, «o mais importante é seguir os critérios explanados no artigo 7.º do Regulamento». Segundo Seca, a Imprensa Nacional-E.P. deve promover a excelência e o talento, premissas susceptíveis de rigor, tendo incentivado os autores a melhorarem as suas performances e a prosseguirem com uma força redobrada e renovada.

O responsável citou as obras «O Ano do Cão», de Roderick Nehone (recomendada para os alunos da 10.ª classe), e «Mensagem», de Fernando Pessoa, com recomendação mundial, para fundamentar as qualidades de obras inéditas.

Por António Mateus 

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